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Cultivando para o futuro: Sobre o CLUBE DE LEITURA ROSAS NO ASFALTO

PRIMEIRAS MUDAS

Os meus seis anos como professora na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), lecionando disciplinas de Literatura, delineou para mim uma situação não muito aprazível com relação ao volume de leituras dos meus alunos. Alguns chegando muito crus, esboçam, sem orgulho, que não possuem (ou possuíam) o hábito da leitura. É verdade que as exigências do curso de Letras acabam impulsionando, com fórceps ou não, a prática. No caso da ação construída pela força, necessidade, com uma certa violência diga-se de passagem, não sei o que se aproveita: o aluno finaliza o curso e finaliza, também, seu exercício da leitura. Afinal de contas, como demonstrar que ler não é uma tarefa só de professores ou estudantes? Que a leitura rasga, com ponta de faca amolada, aqueles horizontes batidinhos, cansados pelo discurso fácil, muitas vezes opressor mesmo? A força libertadora da literatura ensina a gente que as coisas mais interessantes não estão na superfície, mas, muitas vezes, no osso buco, nos vazios, naquilo que a gente nega!!

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Terceiro Encontro do Clube de Leitura: A árvore florida de Katherine Mansfield

 

Varal montado, feito de flores com pequenas luzes cor de rosa. Em frente, um tapete felpudo e almofadas coloridas e aconchegantes. Para sentar, banquinhos vermelhos, amarelos e azuis, bem convidativos. Plantas muito verdes circulando uma mesa com um bolo de cenoura com chocolate, café, mate e chá. Copos de vidros e xícaras completavam o cenário de um momento de puro êxtase.

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Fazendo o Monet com açúcar: L´éclair

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É possível pensar em arte na confeitaria? Digo, para as formigas, aquelas que vão ávidas apenas de sentir na boca o toque macio de um delicioso doce? Somos atraídos pela beleza, se pensarmos direitinho, porque o que nos chama atenção é a vitrine, e comemos, a princípio, com os olhos (não “comemos” com o olhar também uma boa obra de arte?).

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Énivrez-vous! Vinho Moi Primitivo Puglia

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Beber vinho é um deleite, já afirmam os poetas. Charles Baudelaire abriu todo um capítulo nas “Flores do Mal”, com o título, “Le vin”, ou, “O vinho”, há as traduções da lenda celta medieval, “Tristão e Isolda”, que nomeará a porção que provoca a paixão violenta, como: “vinho dos amantes”. Para Jorge Luis Borges, em o “Soneto do Vinho”, o vinho é um mapa da memória do mundo que, ao ser ingerido, carrega o homem pelas veredas das histórias coletivas e individuais. Drummond fala de conhaque no “Poema das sete faces”, mas bem que poderia ser vinho, aquela bebida que “nos botam comovidos como o diabo”.

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