Tag: Leitura e arte

Cultivando para o futuro: Sobre o CLUBE DE LEITURA ROSAS NO ASFALTO

PRIMEIRAS MUDAS

Os meus seis anos como professora na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), lecionando disciplinas de Literatura, delineou para mim uma situação não muito aprazível com relação ao volume de leituras dos meus alunos. Alguns chegando muito crus, esboçam, sem orgulho, que não possuem (ou possuíam) o hábito da leitura. É verdade que as exigências do curso de Letras acabam impulsionando, com fórceps ou não, a prática. No caso da ação construída pela força, necessidade, com uma certa violência diga-se de passagem, não sei o que se aproveita: o aluno finaliza o curso e finaliza, também, seu exercício da leitura. Afinal de contas, como demonstrar que ler não é uma tarefa só de professores ou estudantes? Que a leitura rasga, com ponta de faca amolada, aqueles horizontes batidinhos, cansados pelo discurso fácil, muitas vezes opressor mesmo? A força libertadora da literatura ensina a gente que as coisas mais interessantes não estão na superfície, mas, muitas vezes, no osso buco, nos vazios, naquilo que a gente nega!!

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O mar da gente

Quebra-se a onda, a água espirra, a gente leva um solavanco, mas insiste, afastando-a com a ilharga. O sal, as algas e possíveis caravelas podem nos queimar a pele. Quando o sol do meio dia pulsa, o corpo quer servir-se da densidade daquela água, um caldo cheio de história, mergulhar, sentir o frescor que, depois da pele molhada, vem fazer eco com silfos dos ventos marinhos, docemente salpicados.

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Praia do Cabo Branco- João Pessoa

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João Pessoa

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Literatura e Moda: de Katherine Mansfield à Ines de la Fressange

Estas férias, aproveitando que estava no olho do furação cultural rsrsrsrs,  ou uma cidade chamada São Paulo, fiz algumas aquisições para minha humilde biblioteca, e venho compartilhar com vocês. Eu gosto de arrumar minhas estantes e ir lembrando a história da compra de cada exemplar: data, lugar, motivo. Confesso que os últimos anos foram bem complicados, muito trabalho para conciliar com o Doutorado e fui perdendo este pequenos hábitos. O post não é sobre isso, mas eu queria alertar vocês sobre como o excesso do dia a dia, e mesmo daquilo que a gente acha que nunca nos atrapalha, acaba sugando nossas energias, e tirando o nosso foco de coisas que gostamos e que nos fazem felizes. 

Fevereiro 2017

Eu sempre gostei de ler. Quando pequena, devorava as coleções que ganhava de presente da minha mãe, e fui seguindo esta linha. Quando estudante de graduação, adorava ir a biblioteca procurar títulos e autores novos para descobrir. O fato é que, com passar dos anos, eu esqueci o prazer imenso de entrar numa livraria como quem vai a um restaurante. Tateando o cardápio, escolhendo os pratos, as bebidas cuidadosamente, sem uma obrigação de procurar por isso ou aquilo, para discutir uma pesquisa, estudar mais sobre um ponto solto na tese etc.

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