Um corredor escuro e as cortinas da janela que parecem desviar de algo. Será que eu vi uma sombra? Um vento que escorregou perto da perna? E todos aqueles acontecimentos do passado, uns da infância, muito mais carregados de cores, odores e impressões, voltam a nos assombrar. Distantes, porém carimbados pela memória, eles pulam um por um. Você tem medo de quê?

Dizem que todos temos algo de louco, eu digo que temos algo de medo. Todo mundo tem, teve e terá medo de algo. E boa parte disso nasce silencioso, escondido, navega ignorado, até que um dia, numa situação específica, emerge. O medo é muito nosso, das nossas entranhas. É tão meu que, por vezes, o vizinho não entende,  justamente, porque não o compartilha, não sente a mesma coisa.

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