Tag: Crime e castigo

Cultivando para o futuro: Sobre o CLUBE DE LEITURA ROSAS NO ASFALTO

PRIMEIRAS MUDAS

Os meus seis anos como professora na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), lecionando disciplinas de Literatura, delineou para mim uma situação não muito aprazível com relação ao volume de leituras dos meus alunos. Alguns chegando muito crus, esboçam, sem orgulho, que não possuem (ou possuíam) o hábito da leitura. É verdade que as exigências do curso de Letras acabam impulsionando, com fórceps ou não, a prática. No caso da ação construída pela força, necessidade, com uma certa violência diga-se de passagem, não sei o que se aproveita: o aluno finaliza o curso e finaliza, também, seu exercício da leitura. Afinal de contas, como demonstrar que ler não é uma tarefa só de professores ou estudantes? Que a leitura rasga, com ponta de faca amolada, aqueles horizontes batidinhos, cansados pelo discurso fácil, muitas vezes opressor mesmo? A força libertadora da literatura ensina a gente que as coisas mais interessantes não estão na superfície, mas, muitas vezes, no osso buco, nos vazios, naquilo que a gente nega!!

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O machado pungente de Raskolnikóv: a primeira reunião de 2017 do CLUBE DE LEITURA RNA

Inauguramos neste sábado, dia 25 de fevereiro de 2017, no Manjericão Comida Saudável, nosso primeiro encontro do Clube de Leitura Rosas no Asfalto. Por sugestão dos nossos membros, iniciamos com recomendações de músicas, filmes, séries ou livros que lemos e gostamos. Gosto muito deste momento porque sinto a importância do conhecimento construído e compartilhado. Todo mundo tem algo a falar, uma coisa que chamou atenção, um “texto” (no sentido geral mesmo) que o enlevou, “o fez melhor”, como os pensadores sabidos da literatura costumam falar. Como seria, então, este “melhor”? Podemos dizer que nos tornamos seres mais interessantes, reflexivos, uns tipos que fazem diferença na sociedade. Essa foi a linha principal da nossa discussão sobre o anti-herói de Dostoiévski: Rodion Romanovitch Raskolnikóv. Claro que um romance de quase 600 páginas tem muito material para ser discutido, porém, o assassino não convicto foi o motor da nossa conversa. A narrativa pausada e extensa, embora seja uma característica de Dostoiévski, é também eco da necessidade de convicção que nutre o Realismo.

crime e castigo 4

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