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O machado pungente de Raskolnikóv: a primeira reunião de 2017 do CLUBE DE LEITURA RNA

Inauguramos neste sábado, dia 25 de fevereiro de 2017, no Manjericão Comida Saudável, nosso primeiro encontro do Clube de Leitura Rosas no Asfalto. Por sugestão dos nossos membros, iniciamos com recomendações de músicas, filmes, séries ou livros que lemos e gostamos. Gosto muito deste momento porque sinto a importância do conhecimento construído e compartilhado. Todo mundo tem algo a falar, uma coisa que chamou atenção, um “texto” (no sentido geral mesmo) que o enlevou, “o fez melhor”, como os pensadores sabidos da literatura costumam falar. Como seria, então, este “melhor”? Podemos dizer que nos tornamos seres mais interessantes, reflexivos, uns tipos que fazem diferença na sociedade. Essa foi a linha principal da nossa discussão sobre o anti-herói de Dostoiévski: Rodion Romanovitch Raskolnikóv. Claro que um romance de quase 600 páginas tem muito material para ser discutido, porém, o assassino não convicto foi o motor da nossa conversa. A narrativa pausada e extensa, embora seja uma característica de Dostoiévski, é também eco da necessidade de convicção que nutre o Realismo.

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Sobre Crime e Castigo, de Dostoiévski

A primeira vez que li Crime e Castigo, eu tinha 19 anos. Mesmo com a maturidade intelectual ainda aflorando, confesso que, naquela época, a narrativa já me deixou em estado de encantamento. Agora, sob um clima agradável e ameno de final de tarde, aos 32 anos, concluo uma releitura. O impacto é outro, as reflexões são novas, mas a mente vai buscar, ao longo da memória das sensações, aquele encantamento. Pronto, eu senti de novo, termino o livro, fecho cuidadosamente, e fico em estado de meditação.crime e castigo 1

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Literatura e Moda: de Katherine Mansfield à Ines de la Fressange

Estas férias, aproveitando que estava no olho do furação cultural rsrsrsrs,  ou uma cidade chamada São Paulo, fiz algumas aquisições para minha humilde biblioteca, e venho compartilhar com vocês. Eu gosto de arrumar minhas estantes e ir lembrando a história da compra de cada exemplar: data, lugar, motivo. Confesso que os últimos anos foram bem complicados, muito trabalho para conciliar com o Doutorado e fui perdendo este pequenos hábitos. O post não é sobre isso, mas eu queria alertar vocês sobre como o excesso do dia a dia, e mesmo daquilo que a gente acha que nunca nos atrapalha, acaba sugando nossas energias, e tirando o nosso foco de coisas que gostamos e que nos fazem felizes. 

Fevereiro 2017

Eu sempre gostei de ler. Quando pequena, devorava as coleções que ganhava de presente da minha mãe, e fui seguindo esta linha. Quando estudante de graduação, adorava ir a biblioteca procurar títulos e autores novos para descobrir. O fato é que, com passar dos anos, eu esqueci o prazer imenso de entrar numa livraria como quem vai a um restaurante. Tateando o cardápio, escolhendo os pratos, as bebidas cuidadosamente, sem uma obrigação de procurar por isso ou aquilo, para discutir uma pesquisa, estudar mais sobre um ponto solto na tese etc.

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Sobre comida e felicidade em São Paulo

Passei minhas férias em São Paulo: alguns dias de dezembro e outros de janeiro. Pois bem, todo mundo sabe que a cidade é cheia de atividades culturais, e aproveitei isso muito bem (vou contar em outro post), mas queria mesmo falar hoje sobre os lugares nos quais comi. Gente, é impossível seguir dieta e usufruir desta cornucópia degustativa (gostaram da expressão?! Rsrsrsrs). Foram muitos pratos deliciosos e ambientes aconchegantes e singulares! Mas vou citar aqui os que mais gostei, assim, quando você for visitar São Paulo pode conhecer também! Vamos lá:

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Terceiro Encontro do Clube de Leitura: A árvore florida de Katherine Mansfield

 

Varal montado, feito de flores com pequenas luzes cor de rosa. Em frente, um tapete felpudo e almofadas coloridas e aconchegantes. Para sentar, banquinhos vermelhos, amarelos e azuis, bem convidativos. Plantas muito verdes circulando uma mesa com um bolo de cenoura com chocolate, café, mate e chá. Copos de vidros e xícaras completavam o cenário de um momento de puro êxtase.

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Entrevista sobre o Clube de Leitura

Confira nossa entrevista para TV MERIDIONAL VILHENA. Conto um pouco sobre o CLUBE DE LEITURA ROSAS NO ASFALTO!!

 

 

Entre gérberas e janelas com olhos: segundo encontro do Clube de Leitura Rosas no Asfalto

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Neste dia 19 de novembro, tivemos nosso segundo encontro do Clube de Leitura. Acomodados numa grande mesa, em meio a lindos jarrinhos com gérberas rosa quartz, e regados a um delicioso bolo de limão e chá mate, conversamos sobre o conto “A queda da casa de Usher”, de Edgar Allan Poe. A decoração e os doces finos ficaram aos cuidados da talentosa Roberta Grasso, que nos cedeu o espaço charmoso de sua cafeteria Laranja Lima. Ela, que também participa do Clube, se uniu aos nossos vinte e um participantes nesta tarde de muita literatura.

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Fazendo o Monet com açúcar: L´éclair

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É possível pensar em arte na confeitaria? Digo, para as formigas, aquelas que vão ávidas apenas de sentir na boca o toque macio de um delicioso doce? Somos atraídos pela beleza, se pensarmos direitinho, porque o que nos chama atenção é a vitrine, e comemos, a princípio, com os olhos (não “comemos” com o olhar também uma boa obra de arte?).

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Coisas de Casa, de Aguinaldo Gonçalves

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Se tem uma coisa que é complicada para um professor de Literatura é mostrar a pluralidade da linguagem no texto criativo. Os grandes ensinam que o texto tem abertura, se carrega de significado na grande literatura, tem sabor, e se constrói a partir de um sistema de relações, marcando a singularidade do verbo poético.

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2º Decanto de Letras: Congresso do Medo

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“É um fenômeno geral na nossa natureza, que aquilo que é triste, terrível e mesmo horrendo nos atraia com um fascínio irresistível (…)” (Friedrich Schiller. “O fascínio do horrendo”. Da arte trágica, 1792)

Ontem aconteceu no auditório da Universidade Federal de Rondônia, campus de Vilhena, o 2º Decanto de Letras, organizado pela turma XXIII. Com muitas leituras de poemas, prosa, exibição de telas do Romantismo macabro e dança. 

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