Categoria: Dica de leitura (Página 2 de 2)

Sobre Werther, de Goethe

Livros românticos. De um estilo carregado, para alguns, leve, para outros. O que dizer desta narrativa que encantou tantos, durante tanto tempo, e hoje é a obra mais representativa do Sturm und Drang, na Alemanha? Estou falando de “Os Sofrimentos do jovem Werther”, a obra renegada por Goethe.588bed_6be7aebc4a7949aeb2d3cb647ac00d2c

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Para os amantes do Romantismo

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Aqui, um pequeno trecho da ópera de Jules Massenet inspirada no livro de Goethe: “Os sofrimentos do jovem Werther”. Os versos cantados em desespero por Werther, (traduzidos de um poema de Ossian), estão na página 151 da edição da Hedra, embora, no vídeo, em língua francesa, estejam levemente diferentes. Há muito do Sturm und Drang no romance, mas a cena a seguir está carregada dos abismos e excessos que levarão ao desfecho final:

“Por que me acordas tu, ó vento da primavera? Tu me afagas e respondes-me: venho trazer o orvalho celeste; mas o tempo chega em que devo murchar, a tempestade de que há de derrubar as linhas folhas está próxima. Amanhã aqui passará o viajante, aquele que me viu já em toda minha beleza; os seus olhos hão de procurar-me em toda campina; porém ele não encontrará”.

Confira no youtube:   http://ow.ly/YwzsS

Leituras para inspirar o Halloween

Todo mundo, em algum momento da vida, já curtiu um medo. A literatura contribuiu bastante para a vertente dos sustos, apreensões e pesadelos, graças às suas figuras complexas advindas de outras dimensões, aos assassinos e psicopatas. Como não lembrar o gosto bizarro dos românticos da segunda geração, aqueles que gostavam de um vinho no cemitério, da necrofilia, dos poemas com fantasmas, das musas pálidas-mortas? De todo um glamour posto na aura do mistério, da fumaça leitosa da fog, dos sonhos, tudo fruto de um mundo imaterial.

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A beleza em livro

O título pode parecer óbvio, até clichê, aquele papo de que é ler é fundamental, deve virar hábito, nos ajuda a falar, a escrever melhor, etc., etc. E é verdade, falo isso para os meus alunos o tempo todo.  A gente sabe, o texto é fundamental, a materialidade poética, o modo de construção da informação estética. Mas e quando além disso, os livros são lindos de olhar? Qualidade de papel, cores vivas e bem distribuídas, formando conjuntos incríveis.

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O diabo e outras histórias de Tolstói

O lançamento há alguns meses do livro “O Diabo e outras histórias”, de Liev Tolstói, é uma excelente pedida para quem gosta de contos. Como uma admiradora confessa da literatura russa, sou suspeita para falar. Mas, bem, quem não conhece Tolstói? Talvez esta publicação seja para quem não conhece, mas está querendo ler algo de qualidade. Falo aqui da versão da Cosac Naify. Os tons de roxo mesclados ao preto e branco dos traços da capa, na qual está “O cavalo pálido”, de Natalia Serguêievna, confirmam a verticalidade das reflexões que acompanham cada conto. Para mim, em especial, “Kholstómer” e “Depois do baile” dão a tônica da escrita de um autor preocupado com a intrínseca relação entre a linguagem e a reflexão social: “Sem forma revolucionária não há arte revolucionária”, como diria Maiakóvski. A tradução é de Beatriz Morabito, Beatriz Ricci e Maira Pinto. O apêndice conta com textos de Paulo Bezerra e Chklóvski.

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“- Pois bem, vocês dizem que o homem não pode compreender por si só o que é bom, o que é mau, que tudo depende do meio, que o meio devora tudo. Eu, porém, penso que tudo depende do acaso. É de mim que estou falando” (Depois do baile)

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