Autor: Carolina Lopes (Página 1 de 4)

VALE DO LOIRE – viajando de férias

Gosta de castelos? Então, aqui é o teu lugar, amigo! Inaugurando o tópico, o assunto é Vale do Loire. Primeiro, vale a pena dizer que se você deseja conhecer a Europa de forma mais criativa e livre é preciso alugar um carro.  Neste verão de 2017, eu fui conhecer os castelos de Chenonceau, Clos du Lucé e Chambord. Nos dois primeiros eu entrei, conheci os aposentos, os entornos, no terceiro, não foi possível entrar, porque já estava fechado. Como é assunto demais, rsrssrsr, hoje foi falar apenas de Chenonceau.

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O crocodilo, de Dostoiévski

   Qual seria sua impressão ao ver um homem ser engolido vivo por um crocodilo? Medo, indignação, desespero, compaixão? E quando um autor consegue imprimir neste tipo de acontecimento uma veia cômica, patético-cômica, mais precisamente? Um conto que, sem dúvida, deixa a marca do confronto com as misérias humanas. Publicado parcialmente em 1864, na segunda edição da revista Epokha, “O crocodilo” já prenuncia os feitos narrativos do Dostoiévski da maturidade, o produtor de obras como “Crime e Castigo”, “Os irmãos Karamazov”, ” O idiota”, entre outras.

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Um pouco de louco e de medo

Um corredor escuro e as cortinas da janela que parecem desviar de algo. Será que eu vi uma sombra? Um vento que escorregou perto da perna? E todos aqueles acontecimentos do passado, uns da infância, muito mais carregados de cores, odores e impressões, voltam a nos assombrar. Distantes, porém carimbados pela memória, eles pulam um por um. Você tem medo de quê?

Dizem que todos temos algo de louco, eu digo que temos algo de medo. Todo mundo tem, teve e terá medo de algo. E boa parte disso nasce silencioso, escondido, navega ignorado, até que um dia, numa situação específica, emerge. O medo é muito nosso, das nossas entranhas. É tão meu que, por vezes, o vizinho não entende,  justamente, porque não o compartilha, não sente a mesma coisa.

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Sobre a Mariana Alcoforado e sangue

Dia desses estava ministrando um curso de extensão sobre Bernini. A intenção era relacionar suas esculturas com poemas, num certo momento. Pois bem, introduzi o conteúdo, falei das esculturas, do Barroco, e cheguei lá naquele ponto que me interessa muito: as curvas sensuais do seu traço poético. E claro que conversamos sobre sua obra prima: “O êxtase de Santa Teresa”. Não sei em que ponto exatamente achei o livro de Leo Spitzer com poemas de Donne, Juana Inês de La Cruz e trechos de Wagner. Refleti sobre o êxtase, as formas de redenção do tédio, de chegar num espaço misto, de transcendência mesmo, salvação pela linguagem da arte. Li os belos versos da monja Juana Inês de La Cruz e algo ressou com a Teresa D´Ávila, até aí nada demais. Logo depois veio uma lembrança do passado quando era estudante da graduação em Letras: Mariana Alcoforado.

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Dicas de produtos para pele oleosa

Embora este não seja o foco do blog, tive vontade de escrever um post com dicas para aquelas pessoas que possuem pele oleosa. Importante começar mencionando que tudo que trago aqui foi acumulando consultas com dermatologista, esteticista e curiosidade pessoal, aquela que tateia nas famosas prateleiras de farmácia. Sendo assim, não se trata de nada profissional, mas apenas um compêndio de produtos que estão funcionando comigo.pele

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Dicas de restaurantes em Cuiabá

No último mês de abril, estive em Cuiabá e aproveitei para conhecer dois restaurantes. Um deles faz parte de uma franquia e já é bem conhecido em algumas cidades do Brasil, estou falando do Madero Steak House. Se você gosta de sanduíches artesanais com pães e carne fresquinhos, aqui é o seu lugar. Na minha humilde opinião, este é o melhor hambúrguer que já comi. Desta vez, eu pedi o Combo Cheeseburguer Madero Fit, com hambúrguer, creme de palmito e cheddar low sódio light. Gente, o pão é crocante e parece que saiu do forno naquele momento, um diferencial! E olhem que eu já comi hambúrguer em alguns restaurantes em São Paulo, como no famoso Outback e na rede Le Jazz Brasserie.

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CLUBE DE LEITURA ROSAS NO ASFALTO: as costuras e o prisma de experiências, lendo “O dentro no dentro: colcha de retalhos”, de Aguinaldo José Gonçalves.

Tenho comprovado o que sempre defendi: o hábito da leitura se constrói através do tempo. Digo sempre aos meus alunos que não há fórmula para que se possa compreender um texto, há apenas caminhos e estes precisam ser percorridos todos os dias. Desde pequena já ocupava meu tempo com bons livros e sempre que podia, sacava um da bolsa e lia em qualquer lugar, a leitura para mim é necessidade. Não gosto de ficar sozinha, então, os livros sempre foram a minha companhia constante. Eu tenho assistido a floração da prática da leitura prazerosa e, mais ainda, de uma percepção mais aguçada do “dentro do dentro” do texto, desde que começamos nossas reuniões no Clube de Leitura Rosas no Asfalto, e isso para uma professora de literatura é alegria pura.

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A Festa da Gente: Laura de Katherine Mansfield

O lugar onde nascemos define tudo o que somos? Podemos nos rebelar contra o espírito de probabilidade, dos sonhos dos outros, das esperanças daqueles que amamos, das pobrezas, da pequenez que insiste em ficar? Laura, personagem de “A festa no jardim”, (conto de Katherine Mansfield♥ Já lemos outros conto dela, procure na categoria Clube de Leitura), mostra que é possível libertar a consciência. Dia 01 de abril, na cafeteria Laranja Lima, tivemos nosso segundo encontro de 2017 do Clube de Leitura Rosas no Asfalto. O texto lido faz parte do exemplar 15 contos escolhidos de Katherine Mansfield, organizado por Flora Pinheiro e traduzido por Mônica Maia.

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Cultivando para o futuro: Sobre o CLUBE DE LEITURA ROSAS NO ASFALTO

PRIMEIRAS MUDAS

Os meus seis anos como professora na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), lecionando disciplinas de Literatura, delineou para mim uma situação não muito aprazível com relação ao volume de leituras dos meus alunos. Alguns chegando muito crus, esboçam, sem orgulho, que não possuem (ou possuíam) o hábito da leitura. É verdade que as exigências do curso de Letras acabam impulsionando, com fórceps ou não, a prática. No caso da ação construída pela força, necessidade, com uma certa violência diga-se de passagem, não sei o que se aproveita: o aluno finaliza o curso e finaliza, também, seu exercício da leitura. Afinal de contas, como demonstrar que ler não é uma tarefa só de professores ou estudantes? Que a leitura rasga, com ponta de faca amolada, aqueles horizontes batidinhos, cansados pelo discurso fácil, muitas vezes opressor mesmo? A força libertadora da literatura ensina a gente que as coisas mais interessantes não estão na superfície, mas, muitas vezes, no osso buco, nos vazios, naquilo que a gente nega!!

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O mar da gente

Quebra-se a onda, a água espirra, a gente leva um solavanco, mas insiste, afastando-a com a ilharga. O sal, as algas e possíveis caravelas podem nos queimar a pele. Quando o sol do meio dia pulsa, o corpo quer servir-se da densidade daquela água, um caldo cheio de história, mergulhar, sentir o frescor que, depois da pele molhada, vem fazer eco com silfos dos ventos marinhos, docemente salpicados.

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Praia do Cabo Branco- João Pessoa

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João Pessoa

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