Estas férias, aproveitando que estava no olho do furação cultural rsrsrsrs,  ou uma cidade chamada São Paulo, fiz algumas aquisições para minha humilde biblioteca, e venho compartilhar com vocês. Eu gosto de arrumar minhas estantes e ir lembrando a história da compra de cada exemplar: data, lugar, motivo. Confesso que os últimos anos foram bem complicados, muito trabalho para conciliar com o Doutorado e fui perdendo este pequenos hábitos. O post não é sobre isso, mas eu queria alertar vocês sobre como o excesso do dia a dia, e mesmo daquilo que a gente acha que nunca nos atrapalha, acaba sugando nossas energias, e tirando o nosso foco de coisas que gostamos e que nos fazem felizes. 

Fevereiro 2017

Eu sempre gostei de ler. Quando pequena, devorava as coleções que ganhava de presente da minha mãe, e fui seguindo esta linha. Quando estudante de graduação, adorava ir a biblioteca procurar títulos e autores novos para descobrir. O fato é que, com passar dos anos, eu esqueci o prazer imenso de entrar numa livraria como quem vai a um restaurante. Tateando o cardápio, escolhendo os pratos, as bebidas cuidadosamente, sem uma obrigação de procurar por isso ou aquilo, para discutir uma pesquisa, estudar mais sobre um ponto solto na tese etc.

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E fiz, fiz muito isso agora em janeiro. O resultado foi uma mala pequena cheia de novidades, relíquias que serão lidas devagar, anotadas, refletidas, deglutidas para mim, para meus alunos e leitores do blog!! Enfim, vou mostrar hoje apenas quatro destas escolhas, o resto é assunto para um próximo post. rsrsrsrs

15 CONTOS DE KATHERINE MANSFIELD

Eu vi, corri e comprei. É difícil achar tradução em português de Mansfield, não sei o porquê. O livro é a da editora Record, e foi traduzido e prefaciado por Mônica Maia.  A seleção de contos é de Flora Pinheiro. O primeiro conto que li de KM foi “Bliss”, traduzido maravilhosamente por Ana Cristina César, por “Êxtase” (Este conto foi lido em nosso Clube de Leitura, confira o post “A árvore florida de Katherine Mansfield”). Depois, foi só alegria: A festa no jardim; As filhas do falecido coronel... Mas só havia encontrado traduções pela internet, e queria um exemplar em papel para chamar de meu. Ecce Homo. Os contos que fazem parte do livro são: Êxtase; Je ne parle pas français; A festa no jardim; Uma xícara de chá; As filhas do falecido coronel; A mosca; Picles de pepino; A jovem governanta; A casa de bonecas; Prelúdio; Cenas; Feuille d´Album; A fuga; Vestir o hábito; Srta. Bill. 

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FRANKENSTEIN,  de Mary Shelley

Yay! Finalmente tenho um para chamar de meu. O livro é um clássico da Literatura Romântica inglesa, e foi publicado em 1818. Mary Shelley escreve o livro com apenas 18 anos! O personagem desgraçado é a figura emblemática do feio fantástico, do herói amaldiçoado, como Lúcifer, anjo triste e caído. Para quem estuda a face macabra – mais interessante permitam dizer rsrsrsrsrs – do Romantismo europeu, é leitura obrigatória! O sobrenome da escritora vem do seu romance com o poeta Percy Shelley, e reza a lenda que a ideia do livro foi sugerida pelo poeta Lord Byron, amigo pessoal de Percy. A figura de Frankenstein foi bastante representada nas telinhas, mais recentemente, a série Penny Dreadful deu vida aos personagens do livro (Tem post no aqui blog, procure na categoria “Séries”). Esta edição é da Penguin Companhia. A tradução é Christian Shwartz.

“Eu o contemplava antes de concluí-lo já era feio. Porém, quando aqueles músculos e juntas se tornaram capazes de movimento, transformou-se em algo que nem mesmo Dante conseguiria conceber”.

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CORPO E MODA: POR UMA COMPREENSÃO DO CONTEMPORÂNEO

Como vocês sabem, o blog não versa apenas sobre o mundo da literatura, mas sobre as relações que permeiam a arte e o mundo, seja por meio de moda ou comida ou no que for possível sentir esta relação. O bloco de estudo que tem me interessado bastante são as releituras dos processos estéticos da pintura nas roupas da haute couture, ou Alta Costura, em detalhes como texturas e uso criativo dos tons… Procurando sempre estudar coisas novas,  e buscando um ponto de vista mais aprofundado sobre o assunto,comprei. O livro é da Estação das Letras e Cores, e a organização é da Ana Claudia de Oliveira e Kathia Castilho

♥ Eis alguns títulos de capítulos:

MODOS DO TÊXTIL NA MODA: “Descosturando gêneros: da feminização das artes têxteis às subversões contemporâneas” (Ana Paula Cavalcanti Simioni); “Chita, Chitinha, chitão: iconografia no design têxtil brasileiro” (Carol Garcia).

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LA PARISIENNE

Eu confesso que titubeei alguns meses até comprar. Mas optei pela versão em francês (para treinar um pouquinho). O volume de Ines de la Fressange é encantador para os amantes do estilo das francesas! Eu sou suspeita, mas gosto muito deste jeito chic e descomplicado de viver do europeu. NO ostentação, porém um feeling para moda incrível! O volume traz “astúcias”: dicas de estilo, beleza, decoração. Como uma espécie de caderno de notas, o livro está todo ilustrado, a edição é da Flammarion. A linguagem é muito didática e despretensiosa, fazendo com que a gente tenha sensação de ter achado um diário ou coisa do tipo.  Sophie Cachet (jornalista na revista ELLE) e Ines de la Fressange vão nos contando os segredos da elegância chez Paris, e a gente vai anotando, procurando adaptar o que puder rsrsrsrs.

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Espero que gostem, beijos!